INTERNOS DO CONJUNTO PENAL DE ITABUNA TEM “AULÃO” PREPARATÓRIO PARA O ENEM

Cerca de 60 internos do Conjunto Penal de Itabuna (CPI), entre estudantes e aqueles que já concluíram o Ensino Médio, farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade (Enem-PPL), nas próximas terça e quarta-feiras (12 e 13). A Coordenação de Educação do CPI, preparou, junto com professores que atuam nas escolas que funcionam na unidade, um “Aulão do Enem”, a fim de passar para os candidatos todas as novidades dessa edição do exame e também valiosas dicas para o melhor aproveitamento nas provas.
Lembrando os cursinhos preparatórios, os professores enfocaram a necessidade de se fazer uma boa leitura dos textos verbais e não verbais, como estratégia para a resolução das questões. “O caminho das pedras é a compreensão do enunciado. Por isso vocês devem se ater à interpretação dos textos, que podem ser verbais e não-verbais, como charges e fotografias. Grande parte da resposta está nessa primeira decodificação”, ensinou o professor José Maurício de Jesus, da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Quem também passou dicas semelhantes foi o professor Joselito Machado, de Matemática. “Compreender o enunciado, mesmo em Matemática, vai ajudar na resolução dos problemas. A prova do Enem tem essa particularidade: o candidato precisa interpretar o que se pede. A partir daí, aplicando aquilo que já passamos para vocês ao longo das aulas, o sucesso é garantido”.
Já o professor Antônio Valter Barreto, doutorando em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, focou nas provas de Redação e Linguagens e suas Tecnologias. Os candidatos receberam um material de apoio, com a proposta de Redação do Enem – 2014 e, a partir daí, puderam compreender como o exame cobra a redação, bem como as questões de linguagens.
“Primeiro, vocês devem saber que o tema vai tratar de um problema ou um fenômeno brasileiro. Dificilmente vamos ver um tema de redação do Enem tratando das tensões no Oriente Médio com as últimas ações do presidente dos EUA, Donald Trump, por exemplo. O Enem quer sua posição sobre um problema da nossa sociedade”, indicou Barreto.
Ele ainda passou dicas de formatação do texto, alertou sobre a visão de quem corrige as redações a respeito da observância da norma culta da Língua Portuguesa e passou macetes sobre a reforma ortográfica, a pedido dos alunos-candidatos. Ainda participaram do “aulão” as professoras Dinalva Célia (Pedagoga), Rosilene Adelina (Pedagoga) e Cláudia Rosane (Ciências da Natureza e suas Tecnologias), que falou sobre as mudanças do Enem 2017 em relação aos realizados até o ano passado.
A coordenadora de educação da Socializa no do CPI, Maria do Carmo Vasconcelos encerrou dizendo que esse é um momento muito importante na vida de cada um dos que ali estavam, que pode ser o momento de transformação da realidade deles, a partir da educação. “Temos exemplos de internos que saíram daqui e hoje cursam Direito e Engenharia em faculdades de ponta. Isso mostra que é possível, tanto para eles quanto para todos.